Ontem, quando Ester acordou, estava cheia de esperanças,
afinal, era o dia em que completaria 18 anos
e um tempo novo estaria disponível. Ao levantar-se da cama,
o mundo cão a assombrou. Sentiu uma forte ardência em suas costas
e atordoada virou-se para se coçar quando viu a mancha de sangue sobre
o lençol.Ela deu um grito e desmaiou e a última imagem que pode se lembrar
foi a de sua mãe entrando correndo pelo quarto.
Ester foi atingida por uma bala perdida e ficaria de cadeiras de rodas.
A jovem teria todo o tempo do mundo para decidir:
Teria sido melhor morrer?
Trecho do livro "Felicidade"
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Palavras em homenagem a você.
A receita certa é você querer!
Não importa as dificuldades
que verdadeiramente irão surgir. Não Importa.
A direção certa é a que você escolher.
A cor, a forma, o som, o tempo,
enfim, tudo depende de você.
Quantas vezes já escolheram por você.
Quantas vezes a decisão não foi sua.
E qual o sabor da vitória ou da derrota nessas ocasiões?
Você vê?
O resultado sempre será fruto das decisões.
Então, o conselho é:
Se for possível, veja, se for possível (porque as vezes não é)
Pense, reflita um pouco, o mínimo ou o máximo que você quiser ou puder.
Mas se não for possível, tome a decisão,
as consequências virão independente de qualquer coisa
e serão resultados das suas escolhas.
Mas exite sim uma maneira melhor de se entender
com o resultado de seus atos.
Você precisa aceitá-los!
Stanley Gusman
do livro ("Ventos Estranhos")
A receita certa é você querer!
Não importa as dificuldades
que verdadeiramente irão surgir. Não Importa.
A direção certa é a que você escolher.
A cor, a forma, o som, o tempo,
enfim, tudo depende de você.
Quantas vezes já escolheram por você.
Quantas vezes a decisão não foi sua.
E qual o sabor da vitória ou da derrota nessas ocasiões?
Você vê?
O resultado sempre será fruto das decisões.
Então, o conselho é:
Se for possível, veja, se for possível (porque as vezes não é)
Pense, reflita um pouco, o mínimo ou o máximo que você quiser ou puder.
Mas se não for possível, tome a decisão,
as consequências virão independente de qualquer coisa
e serão resultados das suas escolhas.
Mas exite sim uma maneira melhor de se entender
com o resultado de seus atos.
Você precisa aceitá-los!
Stanley Gusman
do livro ("Ventos Estranhos")
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
MIRAGEM
Uma
mão sedosa me acariciou.
E me
levou para longe daqui.
Essa
mulher que tanto me amou.
Passou
e eu não vi.
Procurei
em vão sua trajetória.
Tentando,
assim, te encontrar.
Mas
guardei aquela caricia na memória.
Pra
nela poder descansar.
Surgiste
pra mim de todos os lados.
Inundou
de vez o meu pensamento.
Levaste
o perdão para os meus pecados.
Levaste
a cura dos meus sofrimentos.
Stanley Gusman
(do livro "Depois desse outono")
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
SOBRE
VOCÊ.
Você
é o perdão que entristece o algoz.
O
obstáculo que impede o atleta.
Você
é a imagem que emudece a voz.
O som
que paralisa o poeta.
Tens
a pele em ouro tecida.
Teus
olhos clareiam o inverno.
Você
traz a paz e a vida.
Você
comanda o que é eterno.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
CONFISSÕES.
Fica pequeno o meu
peito.
E o coração ainda
mais se aperta.
Tudo então fica sem
jeito.
Nossa estrada está
deserta.
Dias quentes,
noites frias.
E no mesmo caminho
me encontro.
Se for tudo que
querias:
-Estou perdido e
pronto.
Perdido sem sol e
sem lua.
Pensando em criar
direção.
A alma também já
flutua.
Desapareço na
escuridão.
Se acerto o passo e
me oriento.
Volta o rubor no
meu rosto.
Me ponho a pensar e
sustento:
- Ainda sinto o seu
gosto!
Stanley Gusman
(do livro "Depois desse outono".
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
VENDAVAL.
Um vento louco
varreu meu quintal.
Cavalos e flores,
tudo arrastou.
De repente virou
vendaval.
E de minhas raízes
ele me arrancou.
Pedaços e inteiros
foram pelo ar.
Difícil dizer o que
ele levou.
Lembrei do homem
que se dispõe a amar.
Somente depois que
o amor acabou.
O vento soprou por
todas as direções.
Canto nenhum ficou
sem varrer.
Misturou os sonhos
em mágicas poções.
Fazendo o
indestrutível derreter.
Esse vento varreu
meu quintal.
Nunca vi coisa
assim!
Soprou com uma
forca descomunal.
E arrancou até
mesmo eu de mim.
Sinceramente, nunca
mais me achei........
Stanley Ramos Gusman
(do livro "depois desse outono")
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
DEPOIS DESSE OUTONO.
As folhas se
mantinham seguras.
Lutavam para não
despencar.
Mas o outono chegou
às escuras.
Não esperou o dia
raiar.
Trouxe consigo a
incerteza.
E o sono daquelas
tardes frias.
Mas havia uma certa
beleza.
Nessas tardes
vazias.
Na mata escura e
sombria.
Com seus
insondáveis encantos.
Plantei flores de
alegria.
Tentando acalmar
meus espantos.
E quis escrever
poesias.
Mas no fundo não
sabia como.
Deixei então
páginas vazias.
Pra escrever depois
desse outono.
Stanley Gusman
Do livro (Depois desse Outono)
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
NOSTALGIA
Eram
pequenos fragmentos de certeza, nada mais do que isso.
Era
o oposto, o ontem.
Uma
nuvem num céu infinitamente azul, com uma enorme mancha de vinho.
Uma
serenata, um vento no rosto, um zumbido de Zadig.
Um
pedaço, uma gota, uma parte.
Olhos,
retinas e um corpo.
Folha
indo, nada vindo, piedade.
Um
batismo, o início, o relâmpago.
Um
sinal, um manifesto, um triunfo!
A
força, o ódio, a dor.
Sem
vontade, sem movimento, sem sentido.
Falsidade,
carinho e a lógica.
Um
mundo inteiro, o acontecido e o resultado.
O
começo de um tempo e de um vento.
Só
você, contra o resto, contra tudo.
Que
são todos, maresia, alto mar.
Se
queres, todos querem e tudo bem!
Nostalgia,
a meia – noite em BH!
Stanley
Ramos Gusman
Do livro (Um trem sem sono)
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Suor da alma
O suor da Alma.
Hoje eu pensei em coisas estranhas.
Canivetes, holofotes, palavras polissilábicas.
Fontes inesgotáveis de surpresas engraçadas.
Pensei em voltar atrás, fazer de novo, como encantado!
Mas bastava uma nova alegria, ou qualquer outra palavra de quatro sílabas.
Reparei que as pessoas queriam respostas, mas não havia perguntas.
Era pouco o que havia para ser dito, frente a tamanha necessidade de se ouvir.
As frases iam ficando maiores, os assuntos se esgotavam.
Tentei dissimular, inventar, franzir a testa, mostrar um controle fugaz.
Fazer com que os gestos parecessem comuns mesmo diante de tantas novidades.
Elas estavam todas ali, mesmo que eu não pudesse sentir sequer o cheiro.
Forcei a imaginação para voltar atrás, dançar de novo aquele bolero.
Saudade de tudo!
Mas a raiz vem crescendo, esparramando, porque eu quero!
Lá a noite já cai úmida demais e o expresso não faz parada.
É um sentimento perpendicular aos meus anseios.
Eu queria ir além, ouvir as mesmas musicas em novos tons.
Mas não será preciso deixar as janelas abertas, não haverá outra chance.
Somente essa verdade, a de que só as montanhas e as certezas envelhecem.
Sorri para a moça parada, olhando em frente inflexivelmente.
É, enfim, minha cidade, terra onde cresci e fiz amigos inseparáveis que não sei onde estão.
Precisei rezar o terço. Não sabia fazê-lo.
Lancei mão do resto da crendice. Não me valeu.
Quisesse fazer a festa medíocre dos aprendizes.
Mas só me deram ferramentas cegas que mais machucam do que produzem.
Larguras extensas de vãos conhecidos.
Você nunca mais, elas nunca mais.
A esperança está fincada na tristeza, na partida eterna.
No movimento de voltar, na vontade de permanecer da forma absolutamente diversa da diversidade que projetei.
Confesso que me encantei com a esquina. Tive receio de tangenciá-la, de curvar demais.
Mas valeria o esforço do sono que não veio. Rolar na cama, ler livros antigos, rever as fronteiras da mentira santa. Aquelas que são necessárias.
Enfim, prelúdios do poder que parece não se estabelecer.
Maravilhas produzidas pela ausência do corpo quente, que usei (comi) como carne viva.
Desejei encerrar, parar de escrever, mas faltavam palavras, aí inventei a que entendi mais adequada: SILOTERAMINADOS, quero defini-la em versos futuros.
Farei novos inventos, cantarei cânticos novos. Serão redentores. Trarão felicidade. Trará redenção.
Espero que sim, enfim......
Irei conseguir transformar nossos diálogos.
Falaremos o dialeto do corpo. O que é universal, suor e prazer bastará!
É o mundo que se contorna e se faz perfeito quando seu gestor é você.
Não se vá, fique um pouco mais!
Stanley Gusman (do livro "Um trem sem sono")
Stanley Gusman (do livro "Um trem sem sono")
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Maresia do asfalto.
Quando os vinte anos me incomodava,
eu pensava em ter quarenta.
Queria ser construtor de tudo,
mas se estivesse pronto, ainda melhor.
Ria das valsas e dos boleros,
dançados e cantados por minha mãe.
Imaginava que bom era ser radialista,
falar e ninguém ver.
Agora sei que o tempo,
não escolhe o endereço.
E que as coisas que se deseja
está guardada no pé da árvore
que plantamos,
ou no livro que escrevemos.
Mas se não houver árvores, nem livros,
a boa notícia é:
Ainda temos tudo por fazer,
e a idade é o que menos interessa!
Stanley Gusman
(do livro "Invasão")
Quando os vinte anos me incomodava,
eu pensava em ter quarenta.
Queria ser construtor de tudo,
mas se estivesse pronto, ainda melhor.
Ria das valsas e dos boleros,
dançados e cantados por minha mãe.
Imaginava que bom era ser radialista,
falar e ninguém ver.
Agora sei que o tempo,
não escolhe o endereço.
E que as coisas que se deseja
está guardada no pé da árvore
que plantamos,
ou no livro que escrevemos.
Mas se não houver árvores, nem livros,
a boa notícia é:
Ainda temos tudo por fazer,
e a idade é o que menos interessa!
Stanley Gusman
(do livro "Invasão")
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