NOSTALGIA
Eram
pequenos fragmentos de certeza, nada mais do que isso.
Era
o oposto, o ontem.
Uma
nuvem num céu infinitamente azul, com uma enorme mancha de vinho.
Uma
serenata, um vento no rosto, um zumbido de Zadig.
Um
pedaço, uma gota, uma parte.
Olhos,
retinas e um corpo.
Folha
indo, nada vindo, piedade.
Um
batismo, o início, o relâmpago.
Um
sinal, um manifesto, um triunfo!
A
força, o ódio, a dor.
Sem
vontade, sem movimento, sem sentido.
Falsidade,
carinho e a lógica.
Um
mundo inteiro, o acontecido e o resultado.
O
começo de um tempo e de um vento.
Só
você, contra o resto, contra tudo.
Que
são todos, maresia, alto mar.
Se
queres, todos querem e tudo bem!
Nostalgia,
a meia – noite em BH!
Stanley
Ramos Gusman
Do livro (Um trem sem sono)
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