quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012


NOSTALGIA


Eram pequenos fragmentos de certeza, nada mais do que isso.

Era o oposto, o ontem.

Uma nuvem num céu infinitamente azul, com uma enorme mancha de vinho.

Uma serenata, um vento no rosto, um zumbido de Zadig.

Um pedaço, uma gota, uma parte.

Olhos, retinas e um corpo.

Folha indo, nada vindo, piedade.

Um batismo, o início, o relâmpago.

Um sinal, um manifesto, um triunfo!

A força, o ódio, a dor.

Sem vontade, sem movimento, sem sentido.

Falsidade, carinho e a lógica.

Um mundo inteiro, o acontecido e o resultado.

O começo de um tempo e de um vento.

Só você, contra o resto, contra tudo.

Que são todos, maresia, alto mar.

Se queres, todos querem e tudo bem!

Nostalgia, a meia – noite em BH!





Stanley Ramos Gusman
Do livro (Um trem sem sono)


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